O Governo brasileiro envia forças da Marinha ao Acre.
A primeira linha de bondes elétricos começa a funcionar em São Paulo.
Chegam no Brasil os primeiros imigrantes da China.
A Comissão de Arbitragem na Suíça, permite a posse do Amapá, que foi incorporado ao Pará com o nome de Araguari.
O exército boliviano ocupa o Acre.
O Instituto Butantã é inaugurado em São Paulo, com outro nome.
Inaugurado o jornal carioca Correio da Manhã.
São Paulo sofre com epidemia de sarampo.
Rodrigues Alves é eleito em eleições diretas e assume a presidência.
Criado o Partido Socialista Brasileiro em São Paulo.
Publicado o livro Os Sertões de Euclides da Cunha, que fala sobre a Guerra de Canudos.
Rio Branco assume o Ministério do Exterior
O Barão do Rio Branco ajudou em negociações que acabaram no Tratado de Petrópolis, formalizando a inclusão do Acre ao território brasileiro
O Brasil pagou 2 milhões de libras esterlinas e indenizou o Bolivian Syndicate pelo rompimento do contrato de arrendamento feito em 1901 com o governo boliviano. Também cedeu terras no Mato Grosso e prometeu construir a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré para levar a produção boliviana pelo rio Amazonas. A Bolívia perdeu 190.000 km² para o Brasil.
No Rio de Janeiro a população não tinha saneamento básico e isso gerava várias epidemias como: febre amarela, peste bubônica e varíola. As pessoas de baixa renda eram as principais vítimas.
O presidente Rodrigues Alves iniciou um projeto de saneamento básico e reurbanização e o médico Oswaldo Cruz recebeu o objetivo de melhorar as condições sanitárias da cidade.
A campanha de vacinação obrigatória tinha um bom objetivo, mas foi aplicada de forma autoritária e violenta, o que revoltou a população que se recusava a ser vacinada já que muitos não conheciam o que era uma vacina e temiam seus efeitos.
A revolta popular unida à crise econômica, desemprego, inflação, alto custo de vida e a reforma urbana que tirou os pobres do centro da cidade geraram conflitos nas ruas da capital. Pessoas destruíram bondes, apedrejaram prédios públicos e desordenaram a cidade.
O presidente coloca nas ruas o exército, a marinha e a polícia, torna a vacina algo não-obrigatório e em poucos dias a cidade volta à calma e a ordem.
Revolta dos alunos da Escola Militar no Rio de Janeiro.
Joaquim Albuquerque Cavalcanti é o primeiro cardeal do Brasil.
A primeira greve ocorre em São Bernardo do Campo, com 500 operários na indústria de tecidos Ipiranguinha.
O 1° de maio, dia do trabalhador, é comemorado no interior de São Paulo pela primeira vez.
Surge a primeira revista do Brasil feita para crianças, era chamada Tico-Tico.
O Porto de Manaus foi o primeiro porto flutuante no Brasil e quando os ingleses projetaram o Porto consideraram também o fenômeno da cheia e vazante do Rio Negro, permitindo a atracação de navios durante o ano todo.
Santos Dumont percorre 60 metros no ar no seu 14bis em Paris, em seu primeiro vôo público do mundo em um aeroplano.
Inaugurada a Pinacoteca do Estado de São Paulo.
O Brasil que tinha o café como principal atividade econômica, aumentou a oferta do produto mas a demanda não cresceu. Logo o preço passou a cair e preocupar produtores e governantes.
Em 1906, governadores de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais reuniram-se para achar uma solução para a crise. Para manter os preços, o Governo comprava todo o excedente de café. Esse ficou conhecido como Convênio de Taubaté.
Para isso foram necessários mais empréstimos para a compra dos excedentes e a criação de novas lavouras de café foi desestimulada. Mesmo alcançando o objetivo de manter o preço do café, aumentou muito a dívida externa brasileira e tudo isso só adiou o fim do ciclo do café, que aconteceu com a crise de 1929.
Afonso Pena é eleito presidente da República
É realizado no Rio de Janeiro o primeiro congresso de trabalhadores no país e dos 50 participantes, a maioria é anarquista.
É feita a primeira navegação com barco à vapor pelo Rio Paraná
O Hino à Bandeira. Que teve sua letra escrita por Olavo Bilac e a música composta por Franciso Braga, foi apresentado pela primeira vez em 9 de novembro de 1906.
A imigração japonesa no Brasil começou através de um acordo entre o governo japonês e o brasileiro e hoje em dia o Brasil tem a maior população japonesa fora do Japão com aproximadamente 1,5 milhão de nikkeis
O Conde Lasdain leva 26 dias e realiza a primeira viagem de automóvel de São Paulo ao Rio de Janeiro.
Inaugura-se a Casa de Detenção de Manaus.
Diversos setores de São Paulo enfrentaram uma greve geral que durou 43 dias e deu a alguns setores uma rotina de 8 horas de trabalho diárias.
Rui Barbosa de Oliveira representa o Brasil na Segunda Conferência de Paz, com a presença de 48 países realizada na Haia, nos Países Baixos.
Começa a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré na Amazônia.
Começa a ser construído o Forte de Copacabana no Rio de Janeiro.
Fundada a Associação Brasileira de Imprensa no Rio de Janeiro.
Chegam no Brasil os primeiros 781 imigrantes japoneses a bordo do navio Kasato Maru, no Porto de Santos.
É fundada no país a Cruz Vermelha, que atua em benefício das pessoas atingidas por desastres e na capacitação em primeiros socorros.
O exército foi reestruturado e em 1908 o serviço militar se tornou obrigatório.
O presidente Afonso Pena morre e o seu vice Nilo Peçanha assume o cargo.
O Teatro Nacional do Rio de Janeiro é inaugurado.
Hermes da Fonseca é eleito presidente da República em eleições diretas, visita Lisboa, e depois assume a presidência da República.
Acontece a Revolta da Chibata na baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.
No navio Minas Gerais e em outros os marujos vinham sofrendo castigos físicos, péssima alimentação, salários baixos e atrasados e os privilégios eram dos civis embarcados.
Após o castigo de um marinheiro do Minas Gerais começou a revolta, o comandante foi morto, os marinheiros tomaram o navio e logo outros o seguiram.
Foram feitas diversas reivindicações pelos revoltosos, que ameaçavam bombardear a cidade do Rio de Janeiro. O presidente aceitou as reivindicações mas três dias depois anulou o acordo e os líderes foram presos.
João Cândido foi levado para a prisão da Ilha das Cobras, e depois de um levante que ocorreu lá, foi colocado em um calabouço com mais 19 prisioneiros.
Jogaram cal para amenizar a situação do buraco e este reagiu com a água, produzindo um gás que matou a todos menos João Cândido.João foi expulso da marinha e passou o resto da vida trabalhando no porto do Rio de Janeiro.